A globalização, fenômeno que vem dominando o planeta desde as Grandes Navegações, trouxe a incrível capacidade de comunicação instantânea através de distâncias enormes. Além disso, o modelo capitalista atual prescinde de invasões e ocupações territoriais, com raras exceções. A disputa, entretanto, não desapareceu, apenas mudou de âmbito: é por meio do consumo, agora universalizado pela eficiência da circulação mundial de mercadorias, que a competição se mantém, fazendo com que um grande número de pessoas percam sua individualidade, pensando erroneamente que com o uso de determinada marca se destacam.Se a Internet possibilita o contato com qualquer lugar no globo, podendo passar rapidamente da Bolsa de Valores de New York ao Museu de Artes de São Paulo, outra rede conecta o mundo material. Aviões, navios, trens e caminhões trasportam mercadorias entre países e continentes. Porém, esta relação intercontinental vem confundindo a identidade cultural de cada nação. A invasão de ideologias dominantes, a estadunidense estando à frente, cria uma sociedade massificada.
Ao deixar-se levar pelos supostos atrativos de marcas que tentam infundir na sociedade a crença de superioridade através do objeto material, o indivíduo passa a ser manipulado pelo sistema vigente e alimenta o controle do capital sobre o homem. Enquanto formos pequenos fantoches das grandes empresas, submetendo-nos a uma concorrência existente apenas devido ao poder sócio-econômico destas multinacionais, o consumismo desmedido permanecerá.
Comentários em: Bruna Morais e Camila Fernandes (Clique sobre o nome para visualizar o comentário).
